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Novo ou usado? Saiba em que imóvel investir

Antes de comprar, avalie tamanho, condomínio e manutenção

Por Carla Sá

Na hora de comprar um imóvel é comum surgir a dúvida: novo ou usado? Entrar em um apê zerado pode ser o sonho de muitas pessoas. Por outro lado, um mais antigo pode ser garantia de mais espaço. No Espírito Santo, as vendas no mês de março de unidades novas cresceram 2%, em relação a janeiro, segundo o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES). Mas antes de decidir pelo novo ou usado, saiba o que pesa na balança na hora da escolha.casa

 O preço é o fator predominante na decisão da compra. Uma unidade em um prédio mais antigo sai 20% mais barata que uma recém-construída ou ainda em obras, explica o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Espírito Santo (Ademi-ES) Gilmar Pedreira Custódio.

 Entretanto, um apartamento novinho tem a garantia da construtora - pelo menos de cinco anos - e suas instalações podem exigir menos manutenção que as de um imóvel usado. Eles também têm mais vagas de garagem, já que atualmente é comum que famílias tenham mais de um carro, diferentemente do que ocorria 10 ou 15 anos atrás.

Tamanho

O tamanho e a taxa de condomínio também devem entrar na balança do futuro morador. “O usado costuma ser mais amplo, e como muitos não têm uma grande oferta de itens de lazer, forte tendência dos lançamentos, eles têm o condomínio mais em conta”, avalia o diretor da Francisco Rocha Imobiliária, Francis Rocha.

 Na lista de exigências feita pela advogada Flávia Barcellos Cola – antes de adquirir seu apartamento– estava, justamente, o tamanho. “Um apartamento novo grande é muito caro. Comprei um de 100 metros quadrados usado por um bom preço”, conta.

Apê novo valoriza mais nos primeiros cinco anos

Para quem está comprando um imóvel para morar, mas já pensando na valorização e em uma futura venda, a escolha entre um novo ou usado também pode fazer a diferença.

“O novo tende a valorizar um pouco mais que os antigos nos primeiros cinco anos após sua entrega, porque está em um processo de encaixe no mercado e seu preço fica instável”, comenta o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) Gilmar Pedreira Custódio. Depois disso, entretanto, ele atinge o patamar comum e cresce junto com o restante do mercado.

 Bairros

Já o imóvel usado dependerá muito da balança de oferta e procura. “Na Praia do Canto, por exemplo, independentemente do tempo de construção, a unidade tem uma valorização de 12% a 15% ao ano”, diz o consultor imobiliário José Luiz Kfuri sobre o bairro de Vitória que possui um problema de escassez de terrenos e, por isso, tem preços altos. O crescimento normal é de 6 a 7% ao ano.

Essa mesma avaliação vale para locais como Mata da Praia, também na Capital, e Praia da Costa, em Vila Velha. Pensando nisso, o gerente comercial Adonias de Medeiros investiu em um apartamento ainda em construção em Itapoã, bairro que fica ao lado da Praia da Costa e deve ser o próximo na cadeia de valorização. “É bem localizado, com tudo próximo e tem a praia perto. Acredito em uma boa valorização para daqui a alguns anos vender e comprar um maior”.

 Já nos bairros da Serra, onde houve um boom imobiliário, e em Itaparica, Vila Velha, o ideal para quem quer investir é mesmo adquirir um imóvel novo. “Há muita oferta de lançamentos e estoque, o que deixa estabilizado o preço dos usados”, fala Kfuri.

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